Será que não existe um jeito mais fácil de ir de Londres à Paris do que a nado?
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Entre o inferno e o paraíso
E a (ou as) semana do inferno continua!
No começo de junho, o Harry teve a oportunidade de "treinar" o efeito da água fria no corpo de um nadador!
Local: represa Billings. Hora: 4:00h (sim, da manhā). Luz natural? Nenhuma.
O cenário é mesmo infernal! Isso porque eu ainda nāo disse a temperatura da água: 18 graus. Sensaçāo térmica? Melhor nem saber.
Depois de uns 40 minutos nadando, o corpo parou de tremer e tudo voltou ao normal (mesmo que eu nāo entenda o que tem de normal em tudo isso).
Só de nadar no escuro e no frio já torna o treino inesquecível. Passadas 5 horas e 40 minutos (depois de 2 horas amanheceu. Aí sim ficou muito fácil...), o treino acabou.
Foram 5 voltas de 1 km cada uma. A primeira, em ritmo mais lento, já que o objetivo era mesmo passar frio (???).
Vejam o que me disse o Harry: "Foi muito desgastante, mas consegui terminar. Fui para o banho e mesmo depois de 20 minutos debaixo da água quente, meu corpo tremia. Aos poucos fui me vestindo ao melhor estilo cebola: em camadas!"
Na volta pata Ilhabela, parou em Santos, para se consultar com seu médico ortomolecular e esportivo. Este profissional o acompanha desde o ano passado, inclusive orientando na sua nutrição.
Constatado: 1 kg a mais na balança. Mas de massa magra. E o percentual de gordura, de 23%, permanecia o mesmo. O ideal na Travessia é chegar aos 24 ou 25%.
O que significa isso? Sim, depois de viver momentos de inferno, o Harry tinha como obrigaçāo engordar! Bem-vindo ao paraíso!
Olhem só o que o Harry ouviu do médico: "Harry, coma o que você quiser até o dia da travessia! Frituras, gorduras, enfim, tudo!"
Deve ser um sonho ouvir uma recomendaçāo assim!
O que fez entāo o obediente paciente? Saiu do consultório e foi direto para uma churrascaria. Rodízio!
Chegando em Ilhabela, mais morto que vivo, tomou todos os relaxantes musculares que achou em casa, colocou uma bolsa de gelo no ombro (sim, as dores tinham aumentado) e foi dormir.
Quando acordou, se deu conta de dormiu 8 horas seguidas! Nem se lembra qual foi a última vez que dormiu tanto.
Apesar do "momento paraíso" proporcionado pelo médico, o Harry ainda vive a metade das duas últimas semanas do inferno. Desde o Aquaman até aquele treino na represa, já tinha nadado 72 km.
Ânimo Harry, faltam só 60km pra completar a meta!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
O lado B do Desafio Aquaman
No post anterior, soubemos como foi a parte cor-de-rosa (ok, nem tanto), do Desafio Aquaman.
Mas no final do relato que recebi do Harry, havia a descrição de um lado um tanto mais obscuro da experiência.
Enquanto ele me contava do desafio, de ser convidado, reconhecido e ter conseguido completar a prova, fui sentindo o entusiasmo e toda a energia que vinham junto com as palavras. Mas depois que ele finalmente "chegou" na praia de Itaguá, lembrou de me contar também o quanto doera seu ombro. Mesmo sabendo que esporte de alto rendimento nunca é isento de dores, durante o percurso pensou várias vezes em como faria para suportar as dores, que se em águas de temperatura ideal já faziam ele se ressentir, no Mar do Norte, possivelmente sem luz do dia e com baixa temperatura seriam muito piores.
Esse pensamento rondou a mente do Harry o final de semana todo. Na segunda-feira resolveu ligar para o Igor e conversar um pouco sobre seus temores.
"Ele disse pra eu ficar calmo e que era normal neste momento esse tipo de pensamento e preocupação, e que somente os que conseguiram chegar do outro lado do canal foram aqueles que souberam passar por este problema.......o negócio é se acalmar, ter a cabeça erguida e descer o braço!" Com essas palavras, o Harry me disse que conseguiu retomar a energia positiva resultante do desafio.
Também me contou que se eu achava que a chamada semana do inferno já tinha acabado, estava muito enganada.
domingo, 3 de junho de 2012
E com vocês, o Aquaman
Antes de mais nada, devo explicar que este desenho foi ideia do Harry. Ele me disse que o último grande desafio que participou antes da travessia se chamava Desafio Aquaman!
E o que seria o Desafio Aquaman mesmo?
Alguns nadadores se reuniram e resolveram criar uma prova em águas abertas, mais especificamente em Ubatuba.
Escolheram os vinte melhores nadadores do Estado de SP além da atleta Ana Marcela (nadadora brasileira que está liderando o ranking mundial de maratonas aquáticas).
O desafio consistiria em nadar 15 Km nos mares de Ubatuba.
E me contou o Harry: "fiquei sabendo da prova e até tive vontade de participar, mas quando vi que somente os melhores do Estado estariam presentes, percebi que não estaria a altura daquela equipe. Uma prova como essa requer apoio náutico. A velocidade com que esses atletas nadam é muito maior da que eu costumo nadar. Nāo conseguiria acompanhar o comboio"
Mas para surpresa do Harry, no meio da semana recebeu um convite convidando ele para integrar o grupo de participantes.
Claro que um convite como esse faz um bem danado ao ego. De repente, o Harry se deu conta de que seu projeto da Travessia tornou-o visível ao seleto grupo dos grandes atletas.
Nadar aquela prova seria mais uma oportunidade de se preparar para o grande dia! Nāo seria uma simples prova, o que a tornou ainda mais importante.
E quem será que sugeriu o nome do Harry? Foi entāo que ele soube que seu patrocinador, a Integralmédica, quem indicou o nome dele aos organizadores. Indicaram também um médico de Ubatuba, que possivelmente nadaria no mesmo ritmo que ele.
Apesar do frio na barriga, nosso atleta disse: sim, eu aceito!
Participar de um desafio dessa grandeza a menos de vinte dias do grande projeto teria mesmo um grande valor. Sem falar da satisfaçāo pessoal de ter todo esforço reconhecido.
Entāo vamos entender como foi. Na tarde anterior, os atletas se reuniram para um congresso técnico onde foram orientados sobre as particularidades de cada parte do percurso.
Durante o coquetel, depois de receber o kit, ouviu alguém falar num tom mais alto: "olha, aquele é o Harry Finger, que vai atravessar o Canal da Mancha". Apesar da vergonha inicial, bem que o Harry gostou! Principalmente porque logo vieram falar com ele, perguntar detalhes da prova e como foi o programa de treinamento.
Glamour a parte, no dia seguinte, às 6:30h ele já estava na praia das Toninhas, Ubatuba. Aproveitou para experimentar a mistura de vaselina e lanolina (50% de cada) que passará no corpo afim de proteger a pele da longa exposiçāo ao mar. Às 9h, a largada.
Entendi que o evento era um desafio e nāo uma competiçāo, mas para o Harry também marcar o tempo seria importante. Os nadadores mais velozes fariam a prova em 3 horas e os menos, entre 4 e 5 horas.
Duas horas depois, o Harry já tinha nadado metade da distância, o que deixou ele surpreso positivamente. Mesmo com a ajuda da correnteza e a temperatura de 23 graus da água, parece que tudo que o Harry tem treinado fez a diferença!
Quatro horas e onze minutos depois, nosso nadador completou o percurso de 15 km e chegou na praia de Itaguá, ponto final da prova,
Apesar das dores, cansaço e muitos pensamentos contraditórios, a experiência será lembrada pelo Harry como um dos momentos onde o ânimo e a confiança foram muito mais eficientes que qualquer correnteza para empurrar ele para frente!
Valeu, amigo, chegou a hora da recompensa!
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Palavra de ordem: foco
Há menos de um mês da travessia, os pensamentos conseguem tomar conta do Harry mais rápido que qualquer braçada que ele possa dar.
Nesta fase, os treinos se alternam em treinos mais longos e mais curtos. Mas não se iludam: os mais curtos estão longe de serem realmente curtos! A média de distância por treino é de 5 a 6 km.
No dia 28/5, terá início mais uma semana de “treinos do inferno”! As instruções já estão passadas: pela manhã, nadar 7 km. À noite, mais 6 km. Simples assim.
Se para um atleta profissional já é difícil, que diria para o Secretário de Turismo...
Só que pelo que eu entendi, conciliar todas as atividades é que transforma realmente a semana em um inferno.
Desde outubro, o Harry optou pelos treinos diurnos, mas com treinos dobrados, vai ter que sobrar um tempinho extra após o trabalho também. Isso quando não tiver que trocar os horários e só treinar à noite.
Foi o que aconteceu na semana passada.
Descrevendo o cenário nas palavras do Harry: “Estava frio, chovendo e ventando. Ninguém foi treinar. Não fosse pela presença da Camila, minha técnica, estaria totalmente sozinho na piscina.
Estava na porta do vestiário que dá acesso a piscina, olhando em volta. Com aquele frio, chuva e vento a piscina estava vazia. Vendo a cena, pensei no pequeno espaço de tempo que passaria frio até chegar na raia em que costumo nadar. Lembrei que daqui a um mês vou entrar no Mar do Norte, com temperatura muito mais baixa, seja fora, seja dentro d’água (temperatura próvavel da água: 14 a 16 graus). O friozinho que eu estava sentindo ali não poderia me assustar. Mas assustou.”
Depois que se entra na água, dizem que o corpo acostuma. É, deve ser assim mesmo...
Estas situações descritas pelo Harry, são acompanhadas de calafrios, nervosismo e até uma certa preguiça. Mas uma pessoa que se dispõe a encarar um projeto como este e se preparar tanto jamais deveria se considerar preguiçosa, não é mesmo?
Fato é que quando esses pensamentos tomam conta do Harry, ele logo se lembra que o projeto é maior que aquele momento isolado e retoma o foco.
Ousaria dizer que focar no objetivo final é o que está dando ao nosso nadador o impulso que ele precisa.
Vamos lá, Harry. Daqui a pouco você vai sentir falta de tudo isso!
terça-feira, 1 de maio de 2012
O treino insano - parte 2
Ufa! Treino de 12 horas, só mesmo dividindo em dois posts.
Porém, fique calmo, porque o Harry venceu!
Desde o início dos treinos para o Canal da Mancha o Igor vem dizendo que a travessia é 60% cabeça e 40% preparação física. O cuidado com o emocional deve ser tão importante quanto o condicionamento físico.
Durante essa noite toda, o Harry teve oportunidade de pensar nas pessoas que estão envolvidas no seu preparo. Uma delas é a Marie Josete, (terapeuta e coach do nadador).
Nesse treino, se viu novamente pensando na história da travessia de seu pai, em território argentino (releia no http://ilhabelacanal.blogspot.com.br/2012/01/conexoes.html). A conexão entre o nadador e seu pai parece ter ganhado uma importância especial. Ele perdeu o pai quando tinha 16 anos. Tanto tempo depois, sem conhecer a história do pai, se dispôs a encarar um projeto tão desafiador. A presença de seu pai está cada vez mais forte e uma das grandes conquistas de seu trabalho com Marie Josete foi ter consciência disso.
Nas últimas horas deste treino maluco, finalmente coisas boas começaram a fluir. Pensamentos positivos estavam em sua mente,assim como a lembrança de todas as pessoas, que direta ou indiretamente, vêm ajudando, incentivando, parando o Harry na rua e perguntando quando e como será a travessia.
Lembrar de tudo isso tornou a passagem do tempo mais agradável. O relógio deixou de ser um grande inimigo.
Às 5:30 ou 6 da manhã outro estímulo: O dia foi nascendo e a luz do sol, começou a entrar pelas janelas da piscina.
Com certeza, foi uma sensação animadora. Talvez quando estiver enxergando a França, sinta a mesma emoção!
Nesse momento tudo estava melhorando, incluindo o ânimo e as dores (a função do uso de Aspirina C é justamente amenizar as dores. Os ombros do Harry agradeceram a ideia).
Muitas horas na água já mostravam marcas na pele nas mãos.
Por volta das 7:20 o Igor chegou e começou a apressar o nado, exigindo mais velocidade.
Aos poucos, os nadadores foram acelerando ao som dos gritos animados do técnico:
-"vocês estão vendo a França! Vocês estão vendo a praia! Vamos, vamos! E claro, isso deu uma gasolina extra aos atletas, até que terminassem as 12 horas.
-"vocês estão vendo a França! Vocês estão vendo a praia! Vamos, vamos! E claro, isso deu uma gasolina extra aos atletas, até que terminassem as 12 horas.
Exatamente às 8 horas da manhã, felizes, eles completaram o treino.
Harry estava radiante, pois sabia e entendia que não seria tão fácil, mas havia nadado 12 horas seguidas. Isso sem dúvida já era uma vitória e uma sensação de realização. Apesar do cansaço, me contou: "me senti inteiro e apesar do cansaço, estava feliz".
Depois de 12 horas na horizontal, ficar em pé, fora da piscina foi outro desafio.
Após uma longa conversa com o Igor e os companheiros, chegou a hora de tomar um bom café da manhã e finalmente dormir.
Aproveito para terminar o relato com as palavras do próprio Harry, que com certeza expressam muito bem o que foi aquela experiência: "Não me vi no espelho, mas tenho certeza que dormi sorrindo, estava realmente feliz".
Bravo, amigo! Você venceu!
segunda-feira, 30 de abril de 2012
12 horas nadando?
Pois é... Há aproximadamente 3 semanas, o Harry recebe uma mensagem do Igor, perguntando se ele pode estar numa certa sexta-feira, no clube de Sāo Bernardo do Campo, para um treino especial.
Neste treino, a proposta seria nadar 12 horas seguidas, fazendo intervalos de no máximo 30 segundos, a cada 20 ou 30 minutos, para alimentaçāo.
Costumeiramente, o técnico tem mandado mensagens comentando os treinos, cobrando desempenho ou mesmo especificando modificações nas planilhas. Mas dessa vez, a mensagem foi curta e objetiva. Ok, respondeu o Harry, estarei lá.
Depois de responder, começou a pensar realmente o que seria nadar 12 horas seguidas, numa piscina de 25 metros. Trocaram várias mensagens depois, onde o atleta tentou compreender melhor o que aquele treino representaria. Conversou também com os outros dois nadadores que farāo a travessia junto com ele e que também foram convocados para essa maratona. Um deles, que já tentou a travessia em 2011, chegou a fazer esse treino no ano passado e acalmou o Harry dizendo que sim, era possível aguentar o esforço da nataçāo e depois partir para uma boa balada! Exagero, pensei eu quando soube... Só de imaginar 12 horas de nataçāo, acredito que precisaria de umas 72, para retomar as forças!
Ansiedade, curiosidade e preocupaçāo tomaram conta de sua mente. As horas de sono foram abaladas e a ideia de um treino dessa natureza deixaram o Harry bastante apreensivo.
As respostas do Igor ao Harry foram seguidas de uma relaçāo com os horários e especificando o que comer. As paradas seriam a cada 20 ou 30 minutos, de no máximo 30 segundos. Os alimentos indicados eram desde suplementos, bedidas (oba, coca-cola estava liberada!), até Aspirina efervecente, que deveria ser ingerida conforme instruções.
No dia marcado, às 19:50 hs, já com todo o kit alimentaçāo a postos, o Igor deu as últimas orientações, como por exemplo que deveriam nadar somente crawl e que as paradas para suplementação não deveriam ultrapassar 30 segundos. Colocou um grande cronômetro do lado da piscina e antes de dar a largada, nos comunicou que iria pra casa dormir e que voltaria no outro dia, sábado, por volta das 7 horas para acompanhar o final.
Na primeira virada, outra surpresa: o Igor desligou todas as luzes da piscina e eles nadaram no escuro...
Contou-me o Harry: "Depois de uns 10 minutos comecei a me acostumar com aquele luz (ou falta de luz) e já enxergava o fundo da piscina e as marcações dela. Nadamos os primeiros 30 minutos e na parada, claro, fui direto olhar o relógio e o que poderia comer. Pela relação, nas primeiras horas só poderíamos tomar carboidrato. E assim, foram passando as horas, ou melhor passando os diversos 30 minutos, e depois os intervalos de 20 minutos. A cada parada, uma olhada rápida no relógio. Na parada da meia noite, já havíamos nadado 4 horas, ou seja, 1/3 de todo o treino. Faltavam ainda 8 horas, mas não poderíamos estar pensando assim, portanto SÓ faltavam 8 horas."
Passadas 6 horas confessou que estava pensando em parar, preocupado com o cansaço. Na parada conversou com os dois companheiros sobre sua preocupação e possível desistência. Foi então que eles deram um puxão de orelhas, no Harry! " O Igor falou para nadar 12 horas e não acelerar ou nadar contra o tempo. Diminua a velocidade, você está nadando muito rápido!", disse um deles.
Nesse momento, diminuiu bem meu ritmo e voltou a nadar tranquilo. Mas a preocupação com a velocidade, na verdade não se referia ao treino propriamente dito, e sim com a travessia, porque com essa velocidade imaginou que não passaria por possíveis correntezas do canal. Puro devaneio. Ele estava delirando!
No próximo post, contarei como foi o resto da noite, onde tantos pensamentos acompanharam as braçadas do Harry.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Entendendo melhor a solidão
Já faz algum tempo que não atualizamos o blog. Fato que poderia ser justificado pela agenda sempre agitada do Secretário de Turismo de Ilhabela ou talvez pelos inúmeros treinos e competições que o atleta Harry tem tido ao longo dos últimos meses.
Mas conversando com o Harry, entendi que alguns processos têm suas particularidades e que mesmo que inconscientemente, fizeram com que ele se recolhesse um pouco mais.
Nas últimas semanas, participou de alguns treinos peculiares (falaremos mais deles em breve) e que de alguma forma, o levararam a compreender o que se passa na sua camada mais profunda.
Nadar sempre é um ato solitário. Dentro da água não se conversa nem tampouco se ouve claramente o que acontece fora da piscina. Apenas os pensamentos acompanham o nadador.
Nem mesmo os estímulos de luz são claramente perceptíveis. Isso leva o atleta a ficar obrigatoriamente voltado para si mesmo.
Recentemente, o Harry me contou a estranha sensação que teve ao se dar conta de que na travessia, estará acompanhado de um barco de apoio com marinheiros, médico e do Igor (que será o seu guia na travessia). Mesmo estando o tempo todo cercado, quem mais estará com ele serão seus pensamentos e emoções.
Coincidência ou não, foi aí que o Harry começou a me alimentar de novas histórias.
Talvez a percepção da dimensão de sua “viagem interna” fez com que ele voltasse a tona e quisesse dividir o que tem sentido com mais pessoas.
E assim, estamos de volta!
Retomamos o blog para que os momentos de solidão fiquem somente debaixo d’água.
Boas-vindas, Harry!
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